Bem-vindos!

"Não se esqueça que eu sou apenas uma garota, parada na frente de um rapaz pedindo a ele que a ame!"

quinta-feira, 10 de maio de 2012


Ela sabia que havia encontrado seu verdadeiro amor.
Ela sentiu coisas que jamais havia chegado perto e descobriu que o que ela sentia por seus antigos parceiros, não chegava nem aos pés disso.
Ela era uma garota jovem que sofreu muito e esteve sempre sozinha. Tinha histórias de vida incomuns e doloridas. Ela era insegura, medrosa, cheia de cicatrizes. Tinha medo de se entregar e, mais uma vez, acabar sozinha.
Ele quando entrou na vida dela, se mostrou uma pessoa maravilhosa, um alguém que ficaria sempre ao seu lado. Um alguém que faria ela feliz.
Com o passar do tempo, todo aquele medo sumiu, mas nunca a insegurança. Ela ainda achava que um dia ele a deixaria e ela cairia. Mas esse garoto mostrou pra ela que ele a amava em menos de um ano, deixando claro também que as melhores pessoas da nossa vida, surgem por acaso, assim como seu sentimento por ela, que você só se dá conta que existe quando ele já está lá, te fazendo feliz e pulsando forte no seu peito.
Sabe o que essa garota também descobriu? Que os opostos se atraem mesmo; e muito. Ele era um garoto vivido, cabeça madura, crescido; ela era uma menina sonhadora, e ao mesmo tempo medrosa, desconfiada...
Sem nem ao menos perceber, ela se pegou contando todos seus segredos a ele, inclusive aqueles mais íntimos, aqueles que ninguém sabia; que ela mesma se negava a aceitar que fazia parte da sua história, que fazia parte dela.
Mas apesar de tudo isso e muito mais, que estava escondido entre linhas, ela o deixou ir. Na verdade, ela lhe virou as costas e o perdeu, mesmo sabendo que amor igual, ela nunca encontraria. Jamais.
Então ela descobriu também, que estando com outro, ela estaria sim, feliz, mas nunca totalmente realizada.
O tempo vai passar e um dia – talvez um dia – todo esse sentimento virá a tona e mesmo que demore, durante esse tempo, ela gostará de outro, mas saberá que esse coração já tem dono. Afinal, amor maior do que aqueles que estão juntos, é aquele em que as pessoas vão cada um para um canto, mas aquele sentimento permanece sempre naquele lugar. Intacto...

E quem diria que tudo isso aconteceria?


Ele era maduro. Ela era medrosa.
Ele tinha realizações. Ela tinha sonhos.
Ele trabalhava, estudava e também tinha uma banda de rock. Ela lia, escrevia e imaginava...
Ele era sério e ela queria conquistá-lo.
E os dias se passaram...
Eles conversavam dia após dia.
Ele não ligava tanto para ela. Ela já gostava dele de uma forma inexplicável.
O tempo foi passando, e as conversas aumentando.
Ele tinha vários shows agendados com seus amigos. Ela era louca para ir em um deles, mas nunca conseguia.
Por base de internet, mensagens e ligações, os dois viraram melhores amigos.
Ele a surpreendia cada vez que falava com ela. Ela tinha sempre as mesmas histórias e com um passado marcante que o fez admirá-la.
O sentimento foi mudando, mas nenhum dos dois admitia isso a si mesmo.
Ele tinha uma vida diferente e já conhecia o mundo. Ela por sua vez, era fechada ao desconhecido e tinha medo de muita coisa.
Ele a fez mudar. Ela o adorava por isso.
Ele cansou de esconder seus sentimentos e se declarou para ela. Ela, apesar de não saber o que fazer, se sentiu diferente; bem.
Ele a esperou. Ela decidiu que estava na hora de hora de se entregar para o que sempre esteve lá, porém escondido.
Eles se beijaram.
Ele pensou estar sonhando. Ela sabia que aquilo era perfeito.
Ele lhe deu uma rosa e o documento de registro da música deles... Aquela que lá no começo ele fez pra ela. E ela? Bom, ela se despedaçou em amor, alegria e felicidade.
Eles tinham velas acesas, coca-cola e um sofá.
Ele a queria. Ela o queria.
Ele a respeitava como uma princesa. Ela quase se entregou a ele por conta disso.
Ele a levou embora. Ela encheu os olhos de lágrimas, sabendo que aquele poderia ser o único dia deles.
Ele a deixou ir, com grande dor no peito. Ela optou por continuar em sua vida, mesmo o amando; amando como ninguém.
Ele finge estar bem e sai com seus amigos. Ela não toca no assunto, evitando chorar ao lembrar.
E os dias passam, como sempre, querendo tornar-lhes desconhecidos novamente, mas nada do que aconteça, será possível apagar tanta coisa.
Nem mesmo a morte.