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"Não se esqueça que eu sou apenas uma garota, parada na frente de um rapaz pedindo a ele que a ame!"

quinta-feira, 10 de maio de 2012

E quem diria que tudo isso aconteceria?


Ele era maduro. Ela era medrosa.
Ele tinha realizações. Ela tinha sonhos.
Ele trabalhava, estudava e também tinha uma banda de rock. Ela lia, escrevia e imaginava...
Ele era sério e ela queria conquistá-lo.
E os dias se passaram...
Eles conversavam dia após dia.
Ele não ligava tanto para ela. Ela já gostava dele de uma forma inexplicável.
O tempo foi passando, e as conversas aumentando.
Ele tinha vários shows agendados com seus amigos. Ela era louca para ir em um deles, mas nunca conseguia.
Por base de internet, mensagens e ligações, os dois viraram melhores amigos.
Ele a surpreendia cada vez que falava com ela. Ela tinha sempre as mesmas histórias e com um passado marcante que o fez admirá-la.
O sentimento foi mudando, mas nenhum dos dois admitia isso a si mesmo.
Ele tinha uma vida diferente e já conhecia o mundo. Ela por sua vez, era fechada ao desconhecido e tinha medo de muita coisa.
Ele a fez mudar. Ela o adorava por isso.
Ele cansou de esconder seus sentimentos e se declarou para ela. Ela, apesar de não saber o que fazer, se sentiu diferente; bem.
Ele a esperou. Ela decidiu que estava na hora de hora de se entregar para o que sempre esteve lá, porém escondido.
Eles se beijaram.
Ele pensou estar sonhando. Ela sabia que aquilo era perfeito.
Ele lhe deu uma rosa e o documento de registro da música deles... Aquela que lá no começo ele fez pra ela. E ela? Bom, ela se despedaçou em amor, alegria e felicidade.
Eles tinham velas acesas, coca-cola e um sofá.
Ele a queria. Ela o queria.
Ele a respeitava como uma princesa. Ela quase se entregou a ele por conta disso.
Ele a levou embora. Ela encheu os olhos de lágrimas, sabendo que aquele poderia ser o único dia deles.
Ele a deixou ir, com grande dor no peito. Ela optou por continuar em sua vida, mesmo o amando; amando como ninguém.
Ele finge estar bem e sai com seus amigos. Ela não toca no assunto, evitando chorar ao lembrar.
E os dias passam, como sempre, querendo tornar-lhes desconhecidos novamente, mas nada do que aconteça, será possível apagar tanta coisa.
Nem mesmo a morte.

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